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Saturday, March 11, 2006

Nem tudo o que parece... é!

Amei-te!
Chorei-te!
Lembrei-te!
Odiei-te!
Apaguei-te!
Chama-se a isto, um resumo claro e sucinto da problemática do Amor!
Tudo começa quando de repente deixamos de ver as coisas como são, e passamos a vê-las como bem queremos, de modo, a nos fazerem felizes. Vivemos pequenos instantes, que se tornam grandes momentos dentro das nossas memórias. Ao menos isso, ao menos que fique isso!!!... Memórias... Amamos e pensamos...., melhor, acreditamos indiscutivelmente que tambem somos amados apesar de nao nos apercebermos do contrário. Entregamo-nos com a esperança que haja reciprocidade da outra parte. No meio deste misto de sentimentos e emoções, sem esperar-mos somos jogádos contra a parede, e lançados para a Arena da real verdade!!
Tudo o que foi investido, foi apenas por ti e por mais ninguém, aquela relação que julgávas ter , não passa de uma mentira. Mentira esta que nos magoa e que nos faz chorar!
Como pode ser o amor tão dissimulado?
Não deveria o amor ser um sentimento puro e sincero?
Não deveria o amor ser oferecido a quem realmente se ama?
Porquê demonstrar amor, quando não se sente?
Ao pensarmos nestas questões, e principalmente para quem ja se questionou acerca delas, concluimos que o amor nunca poderá ser verdadeiramente puro e sincero. Vivemos num mundo onde não podemos demonstrar o sentimento, temos de andar com ele por vezes encoberto, controlado e camuflado. Caso contrário, seremos considerados um dado adquirido, um porto seguro, sem o minimo interesse de se estar!
Perante este paradigma amoroso só nos resta oprimir o amor e apenas retribui-lo na mesma medida, nem mais nem menos!!! ou seja cuidado com a MEDIDA!!!

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