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Monday, May 18, 2009

Saudades


Que saudades... Saudades de um tempo perdido e que talvez só exista nas minhas lembranças. Como eu queria saber se tu também te sentes assim! Queria poder hoje estar ao teu lado, sentindo teus beijos, abraços, carícias, enfim, teu amor. Quão tolo fui, quantas brigas inuteis iniciei, quão imaturo fui todo esse tempo...Meu Deus dois anos, dois anos de espera e, finalmente, quando estavas nos meus braços, ao meu lado te deixei escapar. Que raiva de mim, por ter sido tão possessivo, por querer saber até mesmo os teus pensamentos em alguns momentos. Estou eu hoje aqui com medo, com muito medo de não poder mais ficar contigo. E sofro, sofro muito essa ausência que já tentei por diversas vezes suprir em outros braços, porém tuas recordações vêm sempre à tona. O que será isso? Será obsessão? Não. Um sentimento tão bonito, tão forte não pode ter esse significado. Fui muito imaturo, diversas vezes, mas somente hoje compreendo as consequências que minhas irracionalidades proporcionaram. DOR, muita dor. Entretanto, aprendi que quando amamos devemos ter calma, ter paciência, saber esperar o tempo certo para tudo acontecer. Aprendi que o amor não deve ser sufocado, nem deixado livre demais, assim como a areia da praia que se for demasiadamente apertada em nossa mão se perde entre os dedos e cai ou se deixarmos a mão aberta demais o vento a leva. Devemos sim deixar espaço para o amor respirar, mas também segurá-lo um pouco para ele entender que desejamos que seja nosso. Meu amor, ainda te amo, mesmo tendo dito que não, mesmo tendo dito que não importava...Era tudo mentira... Talvez seja tarde demais, talvez estejas com outro amor...Sinceramente, espero que não, mas isso jamais impedirá o que sinto por ti, isso jamais diminuirá meus sentimentos, apenas aumentam o meu sofrimento…

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